terça-feira, 25 de agosto de 2015

dos porquês dessa rifa

Tenho um causo pra contar.
Serei breve, prometo!

Decidi me separar em Abril do ano passado, escolhi ficar em Teresópolis, para que as crianças tivessem livre acesso ao pai e se mantivessem na escola escolhida por nós.

Entre um Abril e outro, procurei incansavelmente alguma casa para alugar e não conseguia. Alguns até diziam que a gente não tinha se separado coisa nenhuma, que era crise de casal. Foram 376 dias de procura. A família de um aluno do pai das crianças, me ofereceu a casa do caseiro no sitio deles. Um paraíso na serra. 
Rio caudaloso, quintal enorme, arvores pra subir, piscina natural, horta orgânica, ovos caipiras e churrasqueira na minha varanda. Aceitei, mas a casa tinha alguns senões. Difícil acesso e principalmente não havia internet. Mesmo assim, eu aceitei o desafio, pois precisava dar uma virada, não aguentava mais!

2 meses se passaram e meus parcos recursos se acabaram. Não havia feito uma única venda no site. Decidida, fechei o ateliê. Consegui uma entrevista na área de vendas num resort que temos no bairro, na noite anterior à entrevista, uma amiga esteve em minha casa, contei meus plano. Iria vender maquinários, materiais seriam doados pra escola, fornecedores seriam avisados, e fim, nova temporada. Ela ficou desolada. Em vão tentava me mostrar a beleza do meu trabalho. Eu friamente dizia, que precisava viver.

A entrevista foi ótima. Receberia treinamento de ponta na área de neuromarketing, plano de saúde pros meus filhos e salario. Um filme se passava na minha cabeça. Eu só conseguia falar do meu sonho de atelierista, do como comecei, do como caminhei, do quanto era apaixonada pelo meu trabalho. Tentava me conter, mas era difícil. Quando me foi revelado o valor do salário, meu mundo caiu. Não era possível! Eu, poderia produzir aquele valor com meu trabalho e ainda ter meus filhos por perto. Tentava me convencer de que era possível passar uma temporada trabalhando ali, até me estabilizar... Sai desnorteada de lá. Na porta liguei pra uma grande amiga Saaanta, a Eliz, enquanto conversávamos parei diante de um portão, exatamente em frente à portaria do resort. A casa estava vazia. No dia d minha mudança eu havia visto essa casa. Queria morar nessa rua! Queria morar nessa casa. O papo rendia. Meu delírio aumentava. Que casa fofa! Tem uma garagem. Aqui podia ser a lojinha do ateliê, bem em frente ao resort. Parece grande e seca, parece ... Desliguei o telefone e bati no vizinho. A casa estava vazia. 

Peguei o endereço do dono da casa e bati lá. Entrei na casa, enorme, com quartos suficientes, piso em madeira, laje, super arejada, confortável e ainda por cima um segunda sala nos fundos com banheiro. Meu coração acelerou. Perfeita pra mim. Fechei o aluguel. Sem nenhum centavo no bolso e muita esperança no coração.

Cá estou! Meu ateliê tem um cantinho só dele e a garagem está esperando minhas mãos agirem. Estou pronta!
Compartilho essa história apenas para que saibam o porque de eu estar fazendo essa rifa. Não sei quantas precisarei fazer, mas estou disposta a fazer quantas forem necessárias.

Agradeço do fundo do meu coração cada contribuição que chegar, será muito bem utilizada. Gratidão pela escuta  <3


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